Há muito tempo não escrevo porque fiquei refletindo MUITO sobre esses ciclos de conselhos. Ultimamente tenho me atraído muito a pessoas que conseguem me aconselhar, me enxergando em uma perspectiva externa, ou que precisam imensamente de mim. Uns nem sequer sabem que precisam imensamente de mim. Mas quando tentam se afastar não conseguem, ou se sentem uma perda, logo se agarram e não me deixam sair.
Mas essa semana foi particularmente interessante porque eu vi um ciclo vicioso do qual passei a fazer parte, onde eu critico alguém por agir de uma forma que eu ajo igualzinho. Sem tirar nem pôr. É como no poema Quadrilha de Drummond onde João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. Mas com outra conotação e OBVIAMENTE que a Lili está totalmente mal alocada no poema, vamos combinar né? A conotação do que eu vi é mais para João critica Teresa por amar Raimundo que ama ser amado e só usa a Teresa. O que o João não vê nessa equação é que Raimundo está para Teresa como Teresa está para João.
Explico-me. (Pra variar)
O que mais me revolta quando vejo corações partidos ou expectativas frustradas é a dificuldade que o pleiteante tem de se olhar no espelho e falar: "Eu mereço muito mais do que essas esmolas." O fato do terceiro não valorizar deveria ser um problema único e exclusivamente dele. Mas não. O pleiteante absorve para si toda aquela rejeição, como se o problema estivesse em si. Entrei em revolta com isso essa semana. Tentando observar porque raios as coisas são assim.
Um dia de alta revolta, sentei-me e delatei algumas histórias da semana. E ouvi de retorno algo muito interessante. Se eu achava tudo isso mesmo, e se eu havia tentado pelo caminho mais correto resolver algumas situações em que me encontrava, me fizeram a seguinte pergunta: "Porque você não resolve você mesma?". E quem disse que eu tinha resposta? No meio dos meus gaguejos, fui interrompida: "Você não tentou fazer o correto? Não falou? Não buscou? Se não teve retorno, porque não decide por si, assume a responsabilidade da escolha e pronto. Ou você tem que sempre colocar os outros em primeiro plano?"
Ok. Eu tinha tomado o tapa na cara de uma vida! Não sabia nem para onde correr. E nem como fazer isso. E tentei. Dias e dias sem sucesso... sempre caindo na nuvem cinza de indecisões para a qual era arrastada. E eu vou tentar.
Mas hoje também notei que há algumas coisas que nascem com a gente que não mudam. Elas ficarão pra sempre. Que aos olhos dos outros serão possíveis fraquezas, ou sequer ou outros notarão... mas não irão mudar. Que é o que faz nossa essência, que nos torna únicos.
Por isso, segue meu conselho.
Tome sim as rédeas da sua vida. Lute, argumente e busque o que quer. E se isso depender de terceiros, e você nada tiver em troca, faça VOCÊ, por VOCÊ mesmo algumas decisões que mudarão o seu dia a dia. Afinal, de que adianta falar a quemm não quer ouvir?
Mas a sua essência... ahhhh... a sua essência. Ela tem que ficar. E ela deve ser consistente, com tudo e todos a sua volta. Aquele que se adapta às situações e pessoas conforme o retorno previsto só tem a essência de investidor, que é racional. E a essência emocional é o que divide as pessoas boas das pessoas ruins. Como diria Madre Theresa: "Be kind anyway."
Estou errada?
véri gud..
ResponderExcluirCertíssima!! =)
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