É engraçado ler a percepção de um homem sobre amor, relacionamentos e "pessoas especiais".
Acabo de ler uma matéria de um colunista da Época Online falando sobre achar "alguém especial". Ele disserta sobre o que é alguém especial que te faz sentir único, cego e enfeitiçado. Não nego, o texto é bem redigido e faz sentido de um certo ponto de vista. Mas, se este mesmo homem fosse divagar sobre o mesmo assunto sem ele mesmo estar apaixonado, como relata no final da matéria, tenho a impressão de que esse texto seria bem diferente.
Eu, particularmente, tenho uma legião de amigos homens - ou 20 amigos bombeiros como diriam algumas Curitibocas. Não colegas. Amigos. Desde aqueles que contam tudo e mais um pouco do que aprontam por aí na "selva", aos casados, grávidos, frustrados ou realizados no amor. E olha, eu já ouvi muitaaaaasss histórias... Muitos pontos de vista. E posso dizer... cada um só saberia definir o que é "alguém especial" a partir do que sente no momento.
Este colunista diz que achar "alguém especial" é achar alguém que te faz sentir especial. Discordo, com todo o respeito ao jornalista. Discordo. Ele cita exemplos como o de um engomadinho engravatado ter abocanhado o coração de uma amiga dele, que segundo ele é uma "puma selvagem", mesmo ele sendo sem sal nem açúcar, por fazer essa amiga dele se sentir especial. Eu já aposto que a verdade é que, a amiga dele escolheu o engravatado não porque ela se sentia especial com ele, mas sim porque, engravatado ou não, ele sabe o valor DELE! E provavelmente, ela, que deveria se considerar a tal puma, teve que encarar alguém que também sabe o quanto vale.
Explico.
"Alguém especial" demora para sabermos se qualquer pessoa é ou nãoo. Isso porque, ser especial é ter bons princípios e pensar com o coração. O que é diferente do que ele descreve. Ele descreve o processo de se apaixonar.
A gente se apaixona pelos mais diversos motivos, e ele relata muito bem sobre como ficamos embasbacados de encanto pela outra pessoa. Mas alguém que nos faz sentir especial nem sempre é a escolhida. A escolhida geralmente, dentre outras diversas variantes (descritas há 2 posts atrás) é aquela que se conhece, se sente segura pra estar ali e dizer: "Isso é o que eu sou.", com a certeza do quanto vale. E claro, com a certeza de que valemos muito também. Pois alguém que se valoriza só se contenta com alguém tão especial quanto. E é aí que nos sentimos especiais. Quando há esse sincronismo perfeito entre ser especial e escolher o especial. Aí que nasce o interesse, a curiosidade no outro. Em conhecer, em desvendar. É algo bilateral, mútuo.
Depois desse primeiro abate - que, não se iludam, não é à primeira vista mas sim acontece com o tempo - o restante é pura consequência. A empatia, os risos, a paixão cega, como se o mundo parasse ao redor dos dois. O toque, a vontade de estar perto todo o tempo e aquela sensação de vazio quando estão longe... Tudo vem com o convívio e com a descoberta.
E com "alguém especial" não há jogos de poder. Não há brigas exaustivas, ciúme exagerado, insegurança, pouco caso ou aquele distanciamento cheio de silêncio e ressentimento. Não há ganhar ou perder. Com alguém especial compartilhamos o dia a dia, respeitando os espaços. De coisas bobas a grandiosas. E queremos aquela pessoa em tudo, envolvida, fazendo parte, testemunhando. Não há desequilíbrios. É uma conexão sem explicação.
Encontra "alguém especial", aquele que consegue se ver por completo e não procura no outro uma forma de se "sentir especial". Mas sim, uma sinergia, um complemento ao que ele já é.
Acha no outro uma compatibilidade para serem especiais JUNTOS.
Faz sentido?
Acabo de ler uma matéria de um colunista da Época Online falando sobre achar "alguém especial". Ele disserta sobre o que é alguém especial que te faz sentir único, cego e enfeitiçado. Não nego, o texto é bem redigido e faz sentido de um certo ponto de vista. Mas, se este mesmo homem fosse divagar sobre o mesmo assunto sem ele mesmo estar apaixonado, como relata no final da matéria, tenho a impressão de que esse texto seria bem diferente.
Eu, particularmente, tenho uma legião de amigos homens - ou 20 amigos bombeiros como diriam algumas Curitibocas. Não colegas. Amigos. Desde aqueles que contam tudo e mais um pouco do que aprontam por aí na "selva", aos casados, grávidos, frustrados ou realizados no amor. E olha, eu já ouvi muitaaaaasss histórias... Muitos pontos de vista. E posso dizer... cada um só saberia definir o que é "alguém especial" a partir do que sente no momento.
Este colunista diz que achar "alguém especial" é achar alguém que te faz sentir especial. Discordo, com todo o respeito ao jornalista. Discordo. Ele cita exemplos como o de um engomadinho engravatado ter abocanhado o coração de uma amiga dele, que segundo ele é uma "puma selvagem", mesmo ele sendo sem sal nem açúcar, por fazer essa amiga dele se sentir especial. Eu já aposto que a verdade é que, a amiga dele escolheu o engravatado não porque ela se sentia especial com ele, mas sim porque, engravatado ou não, ele sabe o valor DELE! E provavelmente, ela, que deveria se considerar a tal puma, teve que encarar alguém que também sabe o quanto vale.
Explico.
"Alguém especial" demora para sabermos se qualquer pessoa é ou nãoo. Isso porque, ser especial é ter bons princípios e pensar com o coração. O que é diferente do que ele descreve. Ele descreve o processo de se apaixonar.
A gente se apaixona pelos mais diversos motivos, e ele relata muito bem sobre como ficamos embasbacados de encanto pela outra pessoa. Mas alguém que nos faz sentir especial nem sempre é a escolhida. A escolhida geralmente, dentre outras diversas variantes (descritas há 2 posts atrás) é aquela que se conhece, se sente segura pra estar ali e dizer: "Isso é o que eu sou.", com a certeza do quanto vale. E claro, com a certeza de que valemos muito também. Pois alguém que se valoriza só se contenta com alguém tão especial quanto. E é aí que nos sentimos especiais. Quando há esse sincronismo perfeito entre ser especial e escolher o especial. Aí que nasce o interesse, a curiosidade no outro. Em conhecer, em desvendar. É algo bilateral, mútuo.
Depois desse primeiro abate - que, não se iludam, não é à primeira vista mas sim acontece com o tempo - o restante é pura consequência. A empatia, os risos, a paixão cega, como se o mundo parasse ao redor dos dois. O toque, a vontade de estar perto todo o tempo e aquela sensação de vazio quando estão longe... Tudo vem com o convívio e com a descoberta.
E com "alguém especial" não há jogos de poder. Não há brigas exaustivas, ciúme exagerado, insegurança, pouco caso ou aquele distanciamento cheio de silêncio e ressentimento. Não há ganhar ou perder. Com alguém especial compartilhamos o dia a dia, respeitando os espaços. De coisas bobas a grandiosas. E queremos aquela pessoa em tudo, envolvida, fazendo parte, testemunhando. Não há desequilíbrios. É uma conexão sem explicação.
Encontra "alguém especial", aquele que consegue se ver por completo e não procura no outro uma forma de se "sentir especial". Mas sim, uma sinergia, um complemento ao que ele já é.
Acha no outro uma compatibilidade para serem especiais JUNTOS.
Faz sentido?