terça-feira, 8 de novembro de 2011

Sobre os Ciclos

Há muito tempo não escrevo porque fiquei refletindo MUITO sobre esses ciclos de conselhos. Ultimamente tenho me atraído muito a pessoas que conseguem me aconselhar, me enxergando em uma perspectiva externa, ou que precisam imensamente de mim. Uns nem sequer sabem que precisam imensamente de mim. Mas quando tentam se afastar não conseguem, ou se sentem uma perda, logo se agarram e não me deixam sair.

Mas essa semana foi particularmente interessante porque eu vi um ciclo vicioso do qual passei a fazer parte, onde eu critico alguém por agir de uma forma que eu ajo igualzinho. Sem tirar nem pôr. É como no poema Quadrilha de Drummond onde João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. Mas com outra conotação e OBVIAMENTE que a Lili está totalmente mal alocada no poema, vamos combinar né? A conotação do que eu vi é mais para João critica Teresa por amar Raimundo que ama ser amado e só usa a Teresa. O que o João não vê nessa equação é que Raimundo está para Teresa como Teresa está para João.

Explico-me. (Pra variar)
O que mais me revolta quando vejo corações partidos ou expectativas frustradas é a dificuldade que o pleiteante tem de se olhar no espelho e falar: "Eu mereço muito mais do que essas esmolas." O fato do terceiro não valorizar deveria ser um problema único e exclusivamente dele. Mas não. O pleiteante absorve para si toda aquela rejeição, como se o problema estivesse em si. Entrei em revolta com isso essa semana. Tentando observar porque raios as coisas são assim.

Um dia de alta revolta, sentei-me e delatei algumas histórias da semana. E ouvi de retorno algo muito interessante. Se eu achava tudo isso mesmo, e se eu havia tentado pelo caminho mais correto resolver algumas situações em que me encontrava, me fizeram a seguinte pergunta: "Porque você não resolve você mesma?". E quem disse que eu tinha resposta? No meio dos meus gaguejos, fui interrompida: "Você não tentou fazer o correto? Não falou? Não buscou? Se não teve retorno, porque não decide por si, assume a responsabilidade da escolha e pronto. Ou você tem que sempre colocar os outros em primeiro plano?"

Ok. Eu tinha tomado o tapa na cara de uma vida! Não sabia nem para onde correr. E nem como fazer isso. E tentei. Dias e dias sem sucesso... sempre caindo na nuvem cinza de indecisões para a qual era arrastada. E eu vou tentar.
Mas hoje também notei que há algumas coisas que nascem com a gente que não mudam. Elas ficarão pra sempre. Que aos olhos dos outros serão possíveis fraquezas, ou sequer ou outros notarão... mas não irão mudar. Que é o que faz nossa essência, que nos torna únicos.

Por isso, segue meu conselho.
Tome sim as rédeas da sua vida. Lute, argumente e busque o que quer. E se isso depender de terceiros, e você nada tiver em troca, faça VOCÊ, por VOCÊ mesmo algumas decisões que mudarão o seu dia a dia. Afinal, de que adianta falar a quemm não quer ouvir?
Mas a sua essência... ahhhh... a sua essência. Ela tem que ficar. E ela deve ser consistente, com tudo e todos a sua volta. Aquele que se adapta às situações e pessoas conforme o retorno previsto só tem a essência de investidor, que é racional. E a essência emocional é o que divide as pessoas boas das pessoas ruins. Como diria Madre Theresa: "Be kind anyway."

Estou errada? 

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Tanto em tão pouco

Tantos tópicos para postar nos últimos tempos com mil conselhos hipócritas, uma vez que tenho sido a rainha do fingir que está tudo bem... e a ÚNICA coisa que consigo postar agora é sim um conselho, mas que eu recebi. Na verdade uma opinião, e que, apesar de nítida pra mim, ouvir de outrem ainda é diferente.

E ela me escreveu:

"Eu acho que você se esforça demais pelas pessoas!!! E você sabe disso... E por isso você está incomodada. Não é normal o que você faz pelos outros, mas isso é parte de quem você é.
Se te incomoda, mude.
Se você não consegue mudar, crie uma paz a respeito porque ninguém vai retribuir você da mesma forma.

Você sempre vai fazer mais porque você é assim... E isso é intimidador porque as pessoas pensam que você pode pedir algo em troca, entende?"

Não sei o que me assusta mais. 
Se é o fato de me conhecer tanto em tão pouco - frase que traduz de forma literal a nossa amizade - e eu sentir que há um empurrãozinho nisso tudo. Ou ter que encarar que "não é normal". Ou o fato das pessoas se intimidarem com isso.
Seja o que for, é nisso que consigo pensar com a minha cabeça explodindo nesse dia inteirinho... e tentando enxergar se realmente existe uma PAZ que eu possa encontrar para não precisar, de certa forma, destruir um pedacinho do que eu sou, para que os outros não o destruam depois.
Não há saída mais fácil?

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Social ou Artificial?

É engraçado como me sinto VELHA de vez em quando. Como as coisas hoje são tãããããooo diferentes do que costumavam ser... E algumas continuam as mesmas, mas são consideradas antiquadas.

Hoje, um amigo do trabalho que respeito muito, e, por incrível que pareça, fala mais que eu quando estamos só nós dois, colocou o ponto de vista dele sobre as influências da mídia, das redes sociais e tudo o mais, na vida de alguém. E me fez refletir um monte. E não é um velhote qualquer... é um cara novo, casado há 14 anos, apaixonado pela mulher, publicitário... cool, motoqueiro. Tipo, moderno. :)

Me fez pensar um monte sobre isso durante o dia.
Hoje em dia, as pessoas conseguem se comunicar com mais de 200 pessoas em um dia, e em um nível de profundidade impressionante. Elas se conhecem, se envolvem, se conversam... por mil maneiras. Seja Orkut, Facebook, SMS, BBM, Whatsapp, Viber, MMS, e-mail,  e outros inúmeros que eu nem saberia nomear. E esse conhecimento realmente não é superficial. É profundo.
Você sabe como a pessoa está, onde está morando, as dificuldades que passou, as pessoas que sente falta, os objetivos, com quem fala, quem está pegando, quem não fala mais... e assim vai! Não é superficial. É artificial.

O fato é que, como hoje as pessoas conseguem se comunicar com muitas pessoas ao mesmo tempo, fica difícil focar em uma pessoa só. Eu, que tenho muitos amigos - que não são virtuais,  afinal, eu preciso tocar, mexer... eu sou sinestésica 100% - escuto meninas e meninos diariamente lamentarem no meu ouvido a falta de encontrar alguém especial.

Mas peralááááááááá né??? Vamos voltar uns 3 posts atrás!!!!
Hoje em dia é assim...  piá conhece a guria... se interessa, começa a se dedicar. No primeiro sinal de vulnerabilididade, um deles recua, e já acha um outro ali com quase características sei lá.... mais ou menos semelhantes. Ou seja, não há mais instabilidade, frio na barriga, emoção. Deu trabalho? Rodou. Rua. Próóóóximo.

As pessoas não se permitem mais. Não se permitem sentir. NÃO SE PERMITEM SE APAIXONAR!!!! 
Antes essa vulnerabilidade era algo emocionante... era a espera pelo telefonema, ou a idéia de: "Será que ele(a) gosta de mim como eu gosto dele(a)?". Era a incertaza. O frio na barriga. Era a dedicação e a importância do dia a dia. Era usar uma roupa especial. Ou um perfume especial. Ou um lugar que significasse alguma coisa... que estivesse conectado com a história entre os dois.

Hoje em dia não.
A pessoa teve um problema, não "postou" no face, não dividiu? AZAR! Tem outras 30 alí, needy as hell, esperando para dividir alguma coisa. Contar um caso, te fazer rir e pronto. O encanto recomeça. (SERÁ?)
Antes o encanto tinha tempo. Tempo para evoluir, se transformar em admiração, em tempo juntos, e finalmente, naquele amor puro que as pessoas tantoooo procuram mas não fazem NA-DA para ter perto de si. Ates esse encanto era uma afinidade inexplicável que fazia você querer ficar peryo do outro - independente do sexo. Hoje em dia, primeiro sinalzinho mínimo de desilusão ou falta de compatibilidadade, liga o face e acha aquele fulano ou fulana que te quer desde os tempos de colégio e se escora alí. Mesmo que não tenha nadaaaaa a ver com você.

Tenho amigos que brincam sobre ir num jogo de futebol, entrar na torcida alheia e pedir o Face das "gatinhas" da torcida adversária! rs! Não que eu não ache o máximo! Eu acho meus amigos hilárioooos! (eu sei!!! acabo estimulado... mas eles são TOP!)  E, COMIGO, eles são o máximo... mas e com as mulheres do mundo?
Hoje eu até parti para uma nova reflexão... e se a culpa não for dos homens - que viraram uns perdigueiros sem limites - e nem das mulheres - que tentaram se igualar aos homens? E se a culpa for desse excesso de opções que o mundo virtual vive jogando em todos nós? Esse monte de ilusão de posts cults, palavras fofas, e 1007 "curtir" na sua página? Que não deixa ninguém focar ou desfocar numa pessoa?

Eu - pessoalmente e, vocês sabem, Lilimente falando - discordo de tudo. Lilimente porque, eu, como Lili, sou uma romantica icorrigível. Que acredita naqueles encantos de duas pessoas que tem coisas em comum e o amor simplesmente acontece! E não é a toa que eu penso assim... todas as minhas paixões foram assim... não teve país, trabalho, família ou distância que separasse. Como alguns chamariam: "blá, blá, blá...".

Mas, eu acho SIM que a rede social tem o seu lado fútil e artificial. Mas também tem seu lado aproximador e encorajador (como o e-mail foi desde 1986...). Depende de COMO você usa, para O QUE você usa.

Mas para ESSA romântica icorrigível, a verdade é que os sentimentos estão dentro das pessoas... elas podem começar num chat da internet (como um casal de amigos que eu adoroooo), ou terminar por um post no face, ou simplesmente se abster das redes sociais, como esse meu amigo do trabalho. O sentimento é algo único... que está entre aquele coração figurativo e rosinha que a gente desenha, até cada batimento acelerado quando a gente vê a pessoa!

É psico-químico. É intenso. E é de verdade... É ua vontade de falar. é uma identificação... uma simpatia, o que seja. É inexplicável.
E você pode analisar de todas as formas.... uma vez que passar pelas 5 regras básicas, não tem pra onde correr.

Eu concordo muito com o meu colega que acha que as redes sociais "artificialializam" os contatos... que as pessoas conseguem ser mais "elas" quando estão atrás de uma tela. Eu concordo sim... que as pessoas estão alí focadas, e no primeiro deslize, olham pro lado tem 50 negos levantando a mão com uma placa: "Olha pra mim". Eu realmente concordo que é mais difícil encontrar alguém hoje que não seja um alienado(a).

Mas ainda acho - talvez por ser a romântica icorrigível supra-citada - que quando você está junto... aquele suor nas palmas das mãos, o nervoso, a insegurança, e aquele encanto são o que realmente faz a diferença.
É aquela diferença de falar: Com essa pessoa eu sou EU. E ela é ELA. Que faz a diferença. E é um "ser" que não ofende nem humilha... é um "ser" que faz ambiente ser melhor.

Amor não existe. Se constrói.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Alguém especial ????

É engraçado ler a percepção de um homem sobre amor, relacionamentos e "pessoas especiais".

Acabo de ler uma matéria de um colunista da Época Online falando sobre achar "alguém especial". Ele disserta sobre o que é alguém especial que te faz sentir único, cego e enfeitiçado. Não nego, o texto é bem redigido e faz sentido de um certo ponto de vista. Mas, se este mesmo homem fosse divagar sobre o mesmo assunto sem ele mesmo estar apaixonado, como relata no final da matéria, tenho a impressão de que esse texto seria bem diferente.

Eu, particularmente, tenho uma legião de amigos homens - ou 20 amigos bombeiros como diriam algumas Curitibocas. Não colegas. Amigos. Desde aqueles que contam tudo e mais um pouco do que aprontam por aí na "selva", aos casados, grávidos, frustrados ou realizados no amor. E olha, eu já ouvi muitaaaaasss histórias... Muitos pontos de vista. E posso dizer... cada um só saberia definir o que é "alguém especial" a partir do que sente no momento.

Este colunista diz que achar "alguém especial" é achar alguém que te faz sentir especial. Discordo, com todo o respeito ao jornalista. Discordo. Ele cita exemplos como o de um engomadinho engravatado ter abocanhado o coração de uma amiga dele, que segundo ele é uma "puma selvagem", mesmo ele sendo sem sal nem açúcar, por fazer essa amiga dele se sentir especial. Eu já aposto que a verdade é que, a amiga dele escolheu o engravatado não porque ela se sentia especial com ele, mas sim porque, engravatado ou não, ele sabe o valor DELE! E provavelmente, ela, que deveria se considerar a tal puma, teve que encarar alguém que também sabe o quanto vale.
Explico.
"Alguém especial" demora para sabermos se qualquer pessoa é ou nãoo. Isso porque, ser especial é ter bons princípios e pensar com o coração. O que é diferente do que ele descreve. Ele descreve o processo de se apaixonar.
A gente se apaixona pelos mais diversos motivos, e ele relata muito bem sobre como ficamos embasbacados de encanto pela outra pessoa. Mas alguém que nos faz sentir especial nem sempre é a escolhida. A escolhida geralmente, dentre outras diversas variantes (descritas há 2 posts atrás) é aquela que se conhece, se sente segura pra estar ali e dizer: "Isso é o que eu sou.", com a certeza do quanto vale. E claro, com a certeza de que valemos muito também. Pois alguém que se valoriza só se contenta com alguém tão especial quanto. E é aí que nos sentimos especiais. Quando há esse sincronismo perfeito entre ser especial e escolher o especial. Aí que nasce o interesse, a curiosidade no outro. Em conhecer, em desvendar. É algo bilateral, mútuo.

Depois desse primeiro abate - que, não se iludam,  não é à primeira vista mas sim acontece com o tempo - o restante é pura consequência. A empatia, os risos, a paixão cega, como se o mundo parasse ao redor dos dois. O toque, a vontade de estar perto todo o tempo e aquela sensação de vazio quando estão longe... Tudo vem com o convívio e com a descoberta.
E com "alguém especial" não há jogos de poder. Não há brigas exaustivas, ciúme exagerado, insegurança, pouco caso ou aquele distanciamento cheio de silêncio e ressentimento. Não há ganhar ou perder. Com alguém especial compartilhamos o dia a dia, respeitando os espaços.  De coisas bobas a grandiosas. E queremos aquela pessoa em tudo, envolvida, fazendo parte, testemunhando. Não há desequilíbrios. É uma conexão sem explicação.

Encontra "alguém especial", aquele que consegue se ver por completo e não procura no outro uma forma de se "sentir especial". Mas sim, uma sinergia, um complemento ao que ele já é.
Acha no outro uma compatibilidade para serem especiais JUNTOS.


Faz sentido?

Ser ou não ser...

Ás vezes dá vontade de entrar aqui e postar tudooooo o que eu penso. Infelizmente, não dá. Senão ia arranjar muitos problemas pra cabeça... Mas essa semana, de fato, eu só dei conselhos hipócritas. Mas assim, TANTOS!

O que acontece é que a maioria dos conselhos que dei essa semana estavam relacionados aos conselhos que minha mãe me dava (ou críticas, ou broncas...), que eu nunca segui. Várias coisas que minha mãe falava que eu devia mudar - a sua maioria, igualzinho a como ela mesma era - começaram a aparecer na frente, quase como um teste para ver como eu reagia.
E não só comigo. Acontecendo geraaaalll a minha volta.

O engraçado é que nas últimas duas semanas eu tenho questionado todo o jeito que me leva a tomar decisões estúpidas. O fato de falar demais, ser extrovertida demais, ser emotiva demais, ser impulsiva e muito passional... na verdade, tenho DE-TES-TA-DO o meu jeito ultimamente. Revendo tudo que acho desde o começo. Desde cada detalhezinho besta até atitudes mais decisivas. Fui muito testada... e quer saber? Eu não sucedi em nenhum dos testes... em todos eles eu fui "EU".

Fiquei pensando... será que somos capazes de mudar? Se não somos... como nos tornamos pessoas melhores, evoluímos? Só quando algo horrível acontece? Um choque... um trauma?
Muito triste se for assim... eu estou só perdendo meu tempo tentando falar menos? Ser menos workaholic? Menos impulsiva ou "intensa"? Como é que fica... se as pessoas são incapazes de mudar.
Eu me senti assim... incapaz. Não consegui fazer diferente NADA do que já fiz errado antes. Principalmente o que, não só eu mas, todo mundo tem me dito para fazer: PARAR DE COLOCAR OS OUTROS EM 1º LUGAR! Além disso, me estressei com o trabalho, preteri pessoas importantes, senti o que não deveria, dei conselhos hipócritas, não fiz exercício, bebi demais, chorei por coisas bobas... E dei os conselhos mais hipócritas: "Se ame mais", "Não se estresse", "Se imponha no trabalho", "Você tem que estar em primeiro lugar pra você mesmo"... isso é uma parte da lista! Rs!

Mas de alguma forma, aconteceu.
Não mudei... pelo menos não senti que mudei. Mas algo muito bacana aconteceu... como se algo me iluminasse de alguma forma. Dessa forma que toquei as últimas semanas coisas maravilhosas aconteceram para essas pessoas a minha volta... e EU AJUDEI!!!
Com o meu jeito todo errado, tagarela, impulsiva e sem controle... mas foi sem mudar nadinha que eu vi algo muito legal acontecer... muitas coisas funcionaram para as pessoas a minha volta... e aí eu fiquei TÃO FELIZ!!! Muito FELIZ!!

Não estou dizendo que é o certo e que não devo mudar as coisas que eu acho erradas em mim... mas acho que, para mudarmos qualquer coisa precisamos olhar para dentro e tentar enxergar os efeitos que cada coisa que não gostamos em nós pode causar.
SIM! Acho que podemos mudar e evoluir... mas não nos tornando outras pessoas... mas adaptando as nossas caraterísticas ao que acreditamos ser bom, e as moldarmos de forma a se tornarem positivas e não negativas.

A verdade é que sempre vai ter alguém que não goste do seu jeito. Ou de como fala, ou como se veste. As escolhas que faz. Mas terá quem goste... e adaptar essas características para serem boas. E no momento em que conseguir fazer isso, aíííí sim é mais fácil aceitar todos esses defeitos.

Eles existem sim... e temos que tentar sempre ser melhores.
Mas não são eles que nos definem... somos nós que definimos como usá-los. :)

domingo, 7 de agosto de 2011

Um pouquinho por dia

Esses novos 'momentos' em Sampa têm me gerado alguns bons insights... não meus, mas de amigos. Depois de escutar fico um tempão pensando sobre o insight. Um dos mais intrigantes foi essa sexta, quando ouvi algo como: "Ah, mas se tiver que acontecer, acontece". Estávamos falando de relacionamento.  

Lembrei de uma teoria antiga minha de quando fui fortemente criticada por acreditar em astrologia. O fato de eu gostar de horóscopo não quer dizer que sou uma débil que acha que o que está escrito na previsão é o que vai acontecer comigo. Tudo na vida é questão de todas as variantes: berço, criação, influências, medos, escolhas e destino (seja ele astrológico ou religioso ou metafórico). O mesmo se aplica para o relacionamento.

Nos últimos anos só tenho aprendido uma valiosíssima lição: a única coisa que a gente tem é o agora, o hoje. O que passou, já foi. E amanhã é sempre página em branco. Que pode nem estar lá amanhã... Então o objetivo é simples: todo dia quero ser um pouquinho feliz. Seja com o que for. E não "alegre", como rir de piadas no almoço. Ser FELIZ. Uma porção mínima todos os dias.

Tem MUITA coisa em assuntos do coração que são nossas escolhas. Pura e simples verdade... E aquele "amor" que você acha que surgiu é um primeiro encanto, e a gente esquece das variantes importantes para que esse encanto vire amor mesmo e perdure. ... Não é só como ele se inicia, pois pode se iniciar de qualquer jeito, em qualquer lugar. Pode ser seu amor de colégio, ou de faculdade. Ou um antigo amigo, um amigo atual, uma pessoa inusitada, um set up. Pode ser na manicure, no avião, no trabaho, em um almoço, onde for. Pode ser fácil, ou sofrido, demorado, ou ter que terminar um para começar outro. Independente de como acontecer, são as ESCOLHAS que podemos fazer para que ele seja AMOR, que farão a diferença. O destino mesmo só vai fazer vocês se encontrarem.

Até para assumir um fim, não dá para dizer que foi só o destino. É preciso escolher ser feliz todo dia... e ás vezes para isso é preciso aceitar os fins de ciclo. Nada é para sempre... até a gente morre. E algumas coisas, simplesmente morrem também. E quando você já fez tudoooo que podia, aí está OK em falar que o Destino que escolheu.
Essas regras - para mim - são simples para evitar de dizer no fim: "O que tiver que acontecer, vai acontecer...". Cada um pode ter as suas, mas as minhas são bem boas.

1. Ter a maioria dos objetivos essenciais de vida em comum
Não adianta! Não tem como ter um "Viveram felizes para sempre" se cada um está olhando para um lado. Um quer casar, o outro tem medo de compromisso. Um não quer filhos, o outro quer uma pancada de filhos. Um gosta de morar na cidade, o outro no campo. Não adiantaaaaaaaaaaaa... pode lapidar o quanto quiser... Não tem compatibilidade de destinos. 

2. Ter princípios similares
A criação pode ser diferente, nível social e etc... mas os princípios têm de ser similares. Coisas bobas... como coleta seletiva, como devolver troco que veio a mais, a forma como vê a importância da família na vida, e dos amigos no contexto, como enxergam a liberdade. Tudo isso. Alguns precisam coincidir... senão você está pedindo para viver uma guerra diária.

3. Gostar das mesmas coisas
Quem quer que tenha inventado a frase "Os opostos se atraem" é um imbecil!!!! As pessoas procuram uma companhia para dividir a vida... Como é que você vai dividir a vida com alguém quando você gosta de churras e filme com os amigos, e o outro gosta de fritar os neurônios numa rave por 16 horas? Você é careta, e o outro fuma um todo dia. Parece besta, e administrável, mas muitas vezes não é. As pessoas cedem para aquele encanto do início, quando está tudo lindo... depois vira um incômodo e irritação constante. A idéia não é deixar de viver sua vida... é viver sua vida com alguém te acompanhando...

4. Química
Em química, não é só o sexo. O sexo é o principal. Há relações que são horríveis, brigas e falta de respeito, mas o sexo faz com que ela se arrasteeee por um bom tempo. Uma relação excelente sem química sexual é amizade, não é amor. Ponto.
Para química também vale para duas outras vertentes: química com sua família e com seus amigos. Uma dupla que não gosta do que você tinha antes dela aparecer, não rola. Mesmo os amigos que aparecem depois... a química é importantíssima.

6. Destino
Aí sim. Então para fechar o ciclo... digamos que tudo que você tinha para fazer foi feito, todas as chances foram esgotadas... Aí sim, pode-se dizer... que o destino não quis.

Me senti escrevendo um tutorial pra Capricho agora... ahhahaha!

Acho mesmo que para ser feliz do coração é algo que acontece, mas que todas as variantes sejam esgotadas. Ás vezes é destino, talvez. Mas ás vezes é uma simples questão de escolha...
Seja o que for... o importante é ser um pouquinho feliz... todos os dias.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Desliga a "vida pessoal", que tô indo trabalhar!

Hoje em uma reunião da empresa teve uma apresentação interessante sobre qualidade de vida na qual ele divagou sobre o equilibrio entre trabalho e "vida pessoal".

Ok. Começa pelo fato de que considero top tolos aqueles que usam os termos "vida pessoal", "vida profissional", "vida amorosa", "vida familiar". E é muito comum ouvir isso, como se fosse um jargão chique: "é que na minha vida pessoal...". Alô? Em que hora esses seres têm a ilusão de que saem de uma vida e entram em outra? É tipo Avatar? Fica lá na máquina e vai pra outra dimensão? Estabelecer que, aquele lugar que você passa de 8 a 12 horas por dia não é "vida pessoal", é um pouquinho demais.

O trabalho em si, é parte do que somos. A profissão que sonhamos, o que queremos conquistar. Não há separação. Assim como a família de onde vim (pai, mãe, irmãs) e os amigos de infância, a profissão e o trabalho também são parte de quem eu sou. Como estabelecer todas essas "vidas" sendo que somos um único indivíduo, com nossos problemas e sentimentos que, sejam oriundos da questão que for, são nossos? São de uma única pessoa. A nossa essência não muda, ela apenas se adapta.

A apresentação dizia que o ideal é ter um filho, marido, academia, cachorro e sei lá mais o que FORA dalí, porque é sinônimo de felicidade. Ser feliz no que fazemos faz parte da felicidade, não? Quantas amizades se formam no trabalho? Quantos amores e desamores se encontram? Quanta diversão, experiências diferentes, viagens e aprendizados fazem parte disso? Não seria extremamente hipócrita olhar pra sua vida agora e separá-la em departamentos? Para mim seria. E muito!

Como é que posso não lembrar de todas as histórias Intel com a gangue dos green badges e blue agregados, onde ganhei uma amiga-mentora e aprendi a trabalhar. Tentei aprender a ser menos emotiva com a Gabi, e ganhei um trio de amigos que é único. E quantos casais! Eu vi se juntarem, e eu vi romperem, e eu vi terem filhos. E mais filhos.
A Claro, além de conhecer a Mari, foi a ponte para eu conhecer uma turma divertida e alegre que me apoiou na aventura de tentar a vida de solteira, e no finalme apaixonar por Curitiba... a cidade do sonho. Onde conheci uma amiga que faz a diferença para mim TODOS OS DIAS.
E foi na Positivo, em Curitiba, que conheci minha BFF mais exótica do mundo. Totalmente diferentes uma da outra, em 4 dias de empresa decidimos dividir o apartamento. A turminha Jabutequeira e o Clube da Lulu. Conheci a jornalista mais autêntica e maior coração do mundo e também Talizinha sensível e romântica, e cia de Woods.

Hoje, na empresa que eu estou onde deu-se tal discurso - o dia a dia é pesado. É muita bucha. Para amenizar tem as competições para ver quem entre eu, Dezza e Sil fala mais em um período mais curto - e a Karen só rindo.
As loucuras diárias de Alê & Mari com link ao vivo patrocinado pela Ozmoze. As caveragens do Vidinho e as bobeiras do Mau. Ensinar a Glória a fazer DR, a chamar de mala sem alça e inútil. Aprender a lidar com essa lhoucurageeeemmm Coreana. Fazer quase um circo na sala de reunião... Almocinho em casa com menu especial e café na caneca de chá. Os papinhos com a fofa da Fabi. E nem precisar falar muito pra estar alinhada com a Mari, as vezes só aquele olhar já dá pra sacar.
Competir com os meninos no tal cartola toda semana... mesmo sem a menor lógica ou estratégia, conseguir ficar em 1º em uma das semanas! Rsrs... As sextas sagradas dessa turminha no Badaró (que me infiltrei to-tal de bicão, tipo: NOR-MAL!), onde fala-se pouquissimo de trabalho e ri-se muito.

Ah, tudo isso é passageiro, do convívio. Depois acaba e aí preterí a tal "vida pessoal". Será?

Será que não é "pessoal" se, quando minha mãe ficou doente em 2006, a Gabi e o Furgas da Intel se ofereceram e literalmente tentaram doar o rim para ela? Não há nada de profissional nisso. NADA. É amizade de verdade. Daquelas pra toda a vida. E todas as vezes que eu precisei, junto com o JP, estavam lá para mim. A Gabi que me ajudou a sair de casa e morar sozinha quando decidi não casar.
E em 2010 quando eu perdi minha mãe, as gurias da PI que cuidaram de mim dia a dia, choro e riso, sofá e bar, me fazendo cia, tentando fazer com que eu não ficasse pior... faziam de tudo, mesmo. Até pra Sampa vieram comigo. A Mari me ensinando a ser mais objetiva, a Jake sendo Jake (difícil explicar, mas perfeita!), e a Tali me dando uma lição de vida para eu exergar que tudo podia ser muito pior.

E é nessa mesma empresa, essa que me sugere "segmentar" a vida, que quando a saúde começou a gritar minha chefe além de fazer concessões, me ouviu, indicou, aconselhou. A Dezza e a Sil que me aguentaram, deram colo e conselho, quando tive recaídas da minha mãe e outros percalços. E nas sextas de hh que, variam de mesa cheia a petit comitte com os três mosqueteiros, falando de tudo e qualquer coisa, já tive papos top e apoio no dia que eu senti que tava com o mundo nas costas e desabei. E se eu preciso, SEI que posso contar com carona ou escolta especial que não fico na mão. Rs! Todo esse apoio é difícil entender pois estou numa fase tão mala que nem eu me aguento ás vezes.
Mas os dias têm passado mais leves pra mim, e uma fase tão ruim está até amenizando.

Não é um fardo ir trabalhar. É bom. Desde assunto sério a besteirol... me fazem rir. Dos papos cabeça com Mau e Vidinho até os meninos com suas brincadeiras de futebol.
Essa, que deveria ser só a minha "vida no trabalho", à parte de todo o resto, está cheia de sementinhas de pessoas especiais, que como nos outros lugares que passei sei que algumas vão ficar.

É por isso que sei que somos uma coisa só. Não tem divisão.

A gente é o que é, não importa onde a gente esteja.
A vida não é segmentada... ela é agora e é todo o tempo, minuto a minuto.
E todas as pessoas que te cercam e fazem no final do dia você ter aquela sensação de que o todo o conjunto, vale a pena. :)

terça-feira, 26 de julho de 2011

A arte de escrever hipocrisias.

Engraçado como a opinião alheia nos influencia.
Nunca fui muito fã de blogs, não sei porque.
Sempre amei escrever, mas não achava que o fato de eu gostar significava que fosse boa nisso.

Meu pai foi o primeiro a dizer que deveria ser escritora (ele é meu pai, dá um desconto!) e amigos me dizem há tempos que eu deveria escrever, que tenho dom da palavra escrita, ou me dizem que vão guardar meus textos dos e-mails e cartas para fazer um livro de pequenos contos cômicos com minhas histórias, e há alguns meses atrás, uma amiga muito autêntica ficou me enchendo os pacovás para que eu fizesse um blog. Influenciada pela empolgação dela em ler o que ela definia meus "insights criativos", criei um post neste blog. E esqueci.
Talvez porque o que ela definia como "insights criativos", eu via mais como teorias mirabolantes baseadas no dia a dia dessa minha vida caótica, que mais parece uma novela mexicana de muito mau gosto. 

Mas nas últimas duas semanas ouvi diversas vezes que eu deveria escrever livros de auto-ajuda, que eu sei o que dizer e como ajudar as pessoas e os amigos que estão tristes, e comecei a considerar a idéia mais seriamente. Não a de escrever um livro, mas de fazer o blog. E uma destas pessoas disse: "Seria um livro hipócrita pra caralho, mas seria show."
Por isso o nome do Blog.

Há algo mais hipócrita que auto-ajuda sem exemplo? Acho que a cada 100 conselhos que dou devo seguir, no máximo, 2. Minha vida é uma bagunça e tenho uma enorme dificuldade quando o assunto é cuidar de mim.
Mas talvez seja por isso que dá certo. Porque meus "insights" não são inspirados na minha grande história de sucesso, mas em uma possível auto análise - por vezes cômica, por vezes trágica - na qual eu SEI o que deve ser feito para ser feliz. Mas não faço.

E aí? Vai um conselho hipócrita hoje? ;)